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ORIGEM E HISTÓRIA DO “PROJETO RONDON NO BRASIL”
 
Porque Rondon?
 
Em homenagem ao Marechal Rondon (1865-1958) que foi militar e sertanista brasileiro. Idealizador do Parque Nacional do Xingu e Diretor do Serviço de Proteção ao Índio. Atravessou o sertão desconhecido, na maior parte, habitado por índios bororos, terenas e guaicurus. Abriu estradas, expandiu o sistema de telégrafo brasileiro e ajudou a demarcar as terras indígenas. Nasceu em Mimoso, hoje Santo Antônio de Leverger, Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. 
 
O Projeto Rondon é o maior projeto de extensão do país. Promovido pelo Ministério da Defesa do Governo Federal, com o envolvimento de outros ministérios, comemorando no ano de 2017 o seu Cinquentenário. Em 11 de julho de 1967, durante a ditadura militar, uma equipe formada por 30 universitários e dois professores do antigo Estado da Guanabara, conheceu de perto a realidade amazônica no então território federal de Rondônia. A primeira missão, batizada de Operação Zero, teve a duração de 28 dias. A esse movimento deram-lhe o nome de Projeto Rondon, em homenagem ao bandeirante do século XX, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. O Marechal Rondon, patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por duas vezes por seus esforços na integração nacional, pela atuação na demarcação de fronteiras e pelo trabalho com os povos indígenas brasileiros. Em 1989, o Projeto Rondon foi extinto. Porém, muitos rondonistas seguiram atuando segundo o espírito e os princípios que norteavam o projeto, tendo sido criada a Associação Nacional dos Rondonistas, em 1990.
 
Nesta primeira etapa da sua história, cujo lema era “Integrar para não Entregar”, o Projeto Rondon tinha um perfil mais assistencialista, principalmente na área da saúde, de atendimento às populações mais carentes de regiões remotas e de difícil acesso do país. A crescente participação de estudantes nas “Operações”, a diversificação das atividades e a presença em diferentes Estados brasileiros incentivou a implantação de Campi Avançados. Esses campi eram bases de operações mantidas pelas universidades, geralmente em Estados distantes de sua sede e em uma região cultural bem diferente a fim de proporcionar aos estudantes contato com a diversidade cultural e socioeconômica do país. Até o ano de sua extinção, em 1989, o Projeto Rondon possuía 22 Campi Avançados distribuídos pelo país. Em 2005, o Projeto Rondon foi retomado pelo Ministério da Defesa a partir de uma iniciativa da União Nacional dos Estudantes (UNE).
 
Nesta nova fase, o projeto passou a ter um caráter mais educativo, com foco na formação de lideranças e multiplicadores, e de atuação mais abrangente, dividindo-se em duas frentes principais: Conjunto A envolvendo cultura, direitos humanos e justiça, educação e saúde; e Conjunto B envolvendo comunicação, tecnologia e produção, meio ambiente e trabalho. Recentemente, surgiu o Conjunto C (comunicação social) para a participação de uma equipe universitária responsável pela cobertura de comunicação e divulgação da Operação. O Ministério da Defesa tem procurado realizar quatro Operações anuais, sendo duas no mês de julho e outras duas no mês de janeiro, cobrindo de 10 a 15 municípios em cada Operação, com duas equipes universitárias, atuando cada uma em um dos Conjuntos A e B.
 
Como princípio, acreditamos que o trabalho coletivo e multiplicador que fomenta a auto-organização, busque o direito e a justiça social, a valorização cultural, através da atuação humanizadora, forma um mosaico de pessoas que apostam no potencial humano e na mudança. Vem com a gente!