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article thumbnailA disciplina de Dermatologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), por meio do Centro de Estudos Dermatológicos Kenji Toyoda, irá realizar dia 10 de agosto o “III...
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, doença ocular pode ser revertida, com recuperação total ou parcial da visão perdida
 
O Centro de Pesquisa Clínica do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André (SP), está com vagas abertas em um novo estudo sobre edema macular diabético (EMD) – doença que afeta a retina e causa perda de visão, cuja principal causa é o diabetes mal controlado. O tratamento é gratuito e de grande relevância para os pacientes, que podem se beneficiar de terapias modernas e medicamentos novos, que estão entre os mais promissores do mercado.
 
O objetivo do estudo é melhorar a acuidade visual dos pacientes. As inscrições estarão abertas até o final de outubro de 2019. Mais informações no telefone (11) 4317-0405 ou pelo WhatsApp (11) 94129-1254.
 
Podem se candidatar homens e mulheres acima de 18 anos, com diagnóstico confirmado de diabetes tipo 1 ou 2 e que já apresentem diminuição da acuidade visual. Não serão aceitos diabéticos que não estejam em tratamento medicamentoso há pelo menos três meses. Grávidas, mulheres em período de amamentação e pacientes que passaram por tratamento com fotocoagulação panretinal ou laser macular nos últimos três meses também integram os critérios de exclusão, assim como aqueles tratados com corticosteroide intraocular ou periocular nos últimos seis meses.
 
DOENÇA SILENCIOSA
Segundo a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), o edema macular diabético ocorre a partir do acúmulo de líquido e de proteínas na região da mácula – uma área nobre da retina, localizada no fundo do olho e responsável pela visão central e pela visão das cores. Com o EMD, a retina fica inchada e a visão é bastante prejudicada.
 
“O edema macular diabético tem esse nome, justamente, porque o acúmulo de líquido e de proteínas na mácula ocorre em função do excesso de açúcar no sangue por tempo prolongado. Ou seja, é uma doença diretamente relacionada ao diabetes mal controlado, que prejudica de maneira importante os vasos sanguíneos na região dos olhos”, explica Dr. Julio Abucham, médico da disciplina de Oftalmologia e chefe do Setor de Retina da FMABC.
 
De acordo com a SBRV, o edema macular é silencioso, com poucos sintomas no início da manifestação. As complicações vão ficando mais sérias com o passar do tempo, quando a visão se torna borrada e distorcida, podendo ocorrer dificuldades na visualização das cores.
 
A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a visão perdida pode ser recuperada de maneira parcial ou até mesmo total. Entre as terapias disponíveis estão medicamentos da classe anti-VEGF para uso ocular, que buscam fortalecer os vasos sanguíneos, reduzir o vazamento de líquidos e restaurar a função da retina.
 
SEGURANÇA E INOVAÇÃO
O estudo clínico é uma exigência para o desenvolvimento de novas terapias para todas as doenças e envolve diversos profissionais, como médicos investigadores, farmacêuticos, enfermeiros, biomédicos e biólogos, entre outros. Dessa forma, além do acesso gratuito a tratamentos de ponta, os pacientes também recebem acompanhamento multidisciplinar completo.
 
Antes de iniciar qualquer estudo, o Centro de Pesquisa Clínica da FMABC submete o protocolo à aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, assim como à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Trata-se de procedimento extremamente relevante, pois garante que os trabalhos são conduzidos com seriedade, segurança e dentro das normais legais estabelecidas.
 
Para participar, os pacientes devem se enquadrar nos perfis de cada pesquisa, obedecendo a critérios de inclusão e exclusão. Vale destacar que o Centro de Pesquisa Clínica da FMABC não realiza o diagnóstico das doenças – ou seja, é necessário que o paciente já tenha a confirmação da patologia por meio de avaliações médicas anteriores e exames.
 
Desde 2010, mais de 3 mil pacientes já participaram de pesquisas clínicas na FMABC. Logo de início, o voluntário é informado pelo médico responsável sobre todos os procedimentos e objetivos da participação no estudo. Caso aceite participar, um “termo de consentimento livre e esclarecido” é assinado, para garantir que todas as informações foram passadas previamente. Além disso, o paciente tem a liberdade de sair do protocolo de estudo quando desejar.